23 de mai de 2014

Mapa é Mapa!

Olá, tudo bem?
Fonte da imagem: google
Se você é meu amigo, meu conhecido ou meu cliente já deve ter ouvido de mim a frase: "mapa é mapa"!
Aprendi essa frase em 2007 em um dos cursos de Programação Neurolingüística que participei. Desde então, isso passou a fazer muito sentido para mim. 

"Mapa é mapa" trata-se de uma analogia para explicar modelo mental de cada ser humano.

Imagine o mapa do Brasil. Agora imagine o mapa dos Estados Unidos.

O mapa é a representação de um território, certo?  E dentro de cada território existem estados, cidades, bairros... Agora pense: o que acontece quando um país invade o território do outro?

Conflito, não é?

O outro país irá se defender, e esta defesa acontecerá em forma de ataque. Enquanto um não levantar a bandeira branca, continuará havendo guerra.

Transferindo isso para o ser humano, podemos dizer que cada um tem um mapa e que, quando olhamos para alguém, é com ele que nos deparamos. O corpo é a representação desse território que abriga valores e crenças adquiridas ao longo da sua vida,  de acordo com as interpretações feitas daquilo que se viu, ouviu e sentiu ao longo dos anos. Forma-se assim, o seu modelo mental, o seu mapa!

O que acontece quando seu mapa é invadido? O que acontece quando você invade o mapa de alguém?

Defesa! Geralmente em forma de ataque.

Quando dizemos ao outro, coisas como: "Se eu fosse você, eu faria isso!"; "Você está errado!"; Você não sabe o que diz!"; "Você é isto, ou aquilo", a pessoa pode interpretar como uma invasão, e se defender.

Reparem que boa parte do nosso tempo, ouvimos e falamos assim com os outros. Ou seja, invadimos e somos invadidos com muita frequência e, para que este tipo de conflito seja evitado, o ideal é sermos flexíveis para entender especificamente o mapa alheio, fazendo isso sem julgamento e com um profundo respeito ao conhecer e compreender o outro.

Agindo com flexibilidade e respeito, você,  que já sabe que "mapa é mapa", provavelmente evitará dizer tais coisas para as outras pessoas e, se ouvir de alguém, provavelmente reagirá de forma diferente.

Perguntar para a pessoa "O que te faz pensar?", "O que te leva a crer?", "O que te impede de...?, fará com que você entenda o mapa da pessoa de uma forma mais específica e livre de generalizações, omissões e distorções que estamos sujeitos a cometer por falha na comunicação.

É comum escutarmos por aí que não é o que se fala, mas como se fala que fará com que a comunicação seja assertiva.

Não adianta...talvez você nunca consiga mudar mapa do outro. O que você pode fazer é conhecer o seu, tratar de esclarecer se você está livre de distorções e respeitar a maneira única de cada um interpretar os fatos.

Por um mundo de paz através das boas maneiras em se comunicar!

Abraços,

Fernanda Mion, Psicóloga Clínica
Master Practitioner em PNL
Formação em Hipnose.

Revisão do texto: Anny Karoline
Estudante de Psicologia
Universidade Mackenzie.

10 comentários:

  1. Muito bom mesmo Fernanda,
    parabéns , não somente eu mais muitas pessoas que já passaram por isso,hoje reconhecem que cometia tal situação e com certeza irão entender justamente da forma colocada e comparada.
    Beijos e até mais.
    Marcola

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    1. Que bom q gostou Marcola. Sei q vc é um respeitador de mapa. Obrigada pela visita, leitura e amizade. Bjs

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  2. Bela reflexão Fernanda, a guerra realmente só leva a coisas ruins, é preciso reconhecer e respeitar a outra pessoa, agindo de forma compreensiva os problemas vão se resolvendo e a Paz e Felicidade começa a tomar forma em nossas vidas ! Tudo de Bom, beijão !!! Paulo Osti.

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    1. Concordo com o seu mapa! RS

      Tudo de bom p vc e para os seus!

      Obrigada pela visita e por suas palavras.

      Abraços

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  3. Oi Fernanda
    Gostei muito do seu texto.
    Outro dia quando eu o estava lendo, me lembrei das reuniões pedagógicas nas escolas por onde passei... Muitos mapas diferentes, muitas discussões, opiniões e pontos de vista únicos. Sim, porque como aprendi outro dia numa aula do curso de Filosofia Espírita, todo ponto de vista nada mais é do a vista de um único ponto.
    E me lembro de um texto que estudamos na escola de Philippe Perrenoud: 10 novas competências para ensinar. E uma dessas competências dizia que temos de conhecer as nossas neuras (todos as temos) para podermos entender e aceitas as neuras de nossos companheiros de trabalho, de escola, etc... Porque quando essas diversas neuras se encontram acontecem os embates, as invasões, os ataques e os contra ataques. E que o mais importante é que precisamos nos gostar. Porque quando gostamos das pessoas com quem convivemos, acabamos perdoando suas neuras, seu mapa e vice e versa...
    Confesso que seu texto me fez sentir saudades e vontade de discuti-lo com colegas de escola.
    Parabéns!!!
    Vou estudar mais o meu mapa para poder respeitar e não invadir o mapa vizinho, rsrsrsrsrsr.

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    1. Obrigada prima! Adorei também seus ensinamentos. Obrigada pela visita e carinho de sempre. Beijos

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  4. Marli Aparecida Scaramella 5 de maio de 2014.
    Parabéns pelas suas elucidações sobre alguns aspectos comportamentais do ser humano em determinadas situações. Gostei do exemplo, e fica aqui uma observação para que todos se coloquem nesse ponto, e sirva para brecar certas atitudes e pensar que somos um "mapa"mesmo.
    Beijos

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    1. Obrigada Marli!

      Esta percepção facilitará certamente!

      Obrigada pela visita e por suas palavras.

      Beijos

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  5. Fernanda,

    parabéns! Excelente texto.

    É preciso exercitar o respeito ao próximo diariamente, buscar entender que mapa é mapa e que muitas vezes, no calor da emoção, cometemos esse grave erro de invadir o mapa alheio, dar opiniões e pré-julgamentos que só ferem uma relação, seja ela pessoal ou no ambiente de trabalho.
    Busquemos ser mais ponderados e ter empatia com cada ser que interagimos.

    Beijo

    Fernanda

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    1. Isso aí Fernanda! Falou bem! Bjs e obrigada

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