13 de mar de 2013

Padrão de beleza: Devemos segui-lo?



Os padrões de beleza, nem sempre obedeceram ao mesmo padrão que temos hoje, como a das modelos magérrimas. Houveram várias mudanças no padrão de beleza ao longo do tempo.

Nos anos 50, por exemplo, temos um padrão de beleza, em que na época era considerado o "corpo violão", em que as mulheres tinham curvas fartas, quadril largo e seios fartos, o que consideramos hoje como uma mulher "gordinha". Observamos um exemplo desse padrão, com um ícone de beleza da época: Marilyn Monroe.

Hoje, o padrão de beleza é variado, vemos 3 principais padrões em evidência:

* O tipo "Barbie": Que é o tipo preferido no mundo da moda, o corpo ideal para uma modelo. Alta, magra, com a cintura finíssima. O modelo de beleza mais difícil de ser alcançado, porém é o mais buscado pelas mulheres nos dias atuais.

* O tipo "Mulher fruta": Esse padrão de beleza, é um padrão bastante atual, em contraposição com o tipo "Barbie". Ele aparece em evidência com o sucesso das cantoras de funk, intituladas mulheres frutas. Amantes da academia e das cirurgias plásticas. Cintura fina e "malhada", seios e glúteos fartos e em evidência. É um tipo de beleza que necessita também, de muito esforço para ser alcançado.

*  O tipo "Mulher musculosa": Esse tipo de beleza, é o mais atual e talvez o mais polêmico."Escravas" da academia, o tipo mulheres musculosas vem crescendo nos últimos tempos.Com o corpo definido, "barriga de tanquinho", pernas e glúteos torneados e muitos musculosos. Formas consideradas até então, masculinas.

Mas será que esses padrões de beleza são reais, alcançáveis a todas as mulheres?
Nos dias atuais, nos sentimos "escravas", obrigadas a pertencer a algum desses padrões de beleza, mas, nos esquecemos que os corpos são diferentes geneticamente.Algumas mulheres tem uma maior propensão a engordar, outras a emagrecer. Algumas mulheres tem naturalmente curvas mais bem delineadas, outras não.

E assim, começamos uma busca por um padrão de beleza, mas será que ele é real?

Vemos na televisão, em diversos canais da mídia, atrizes e modelos com corpos perfeitos, aqueles que "sonhamos", e nos perguntamos: Por que eu não sou assim? Por que não pareço a Gisele Bundchen, Grazi Massafera ou mesmo a Mulher melancia ou Gracyane Barbosa?

Estar condizente com o padrão de beleza, imposto pela mídia, traz a ilusória impressão à mulher que será mais feliz, mais desejada, bonita e principalmente mais aceita pela sociedade. Esquecendo-se da beleza única, que cada mulher tem naturalmente, da beleza que está no diferente. Porém, ao invés disso, quem é diferente se sente um "ET", excluído pela sociedade.

Nos esquecemos também, que mesmo na mídia, esse padrão de beleza não é real! Pois, existe um grande uso de photoshop, maquiagem corretiva, truques de câmera, entre outros mecanismos para que possamos ver na televisão e nas revistas a "mulher perfeita" fisicamente, gerando um padrão de beleza irreal, ilusório. E nessa busca incessante por esse padrão de beleza ilusório, podemos nos deparar com diversos problemas:

Um deles é a anorexia nervosa:
É um distúrbio alimentar caracterizado pelo medo excessivo de ganhar peso. Pode gerar também, uma distorção da imagem corporal (Pessoas que estão extremamente magras, se olharem no espelho e se verem gordas). A anorexia é um distúrbio que atinge principalmente adolescentes e adultos jovens.

O medo excessivo de engordar leva a pessoa a ingerir o mínimo de alimento possível, podendo passar dias sem comer, o que pode gerar vários problemas de saúde, causado pela perda de nutrientes no organismo.

Podem, também buscar diversas estratégias para eliminar a pouca comida que ingeriram, como o uso de laxantes, induzir ao vômito e praticar exercícios físicos em excesso.

Outro distúrbio alimentar é a bulimia.

A bulimia é caracterizada pela ingestão de uma grande quantidade de alimentos, geralmente ricos em calorias, seguida por métodos compensatórios como induzir ao vômito, tomar laxantes, ou praticar exercícios físicos em excesso.

A pessoa bulimica, geralmente tem baixa estima e obsessão por controlar o peso e a forma de seu corpo.

No transtorno de bulimia, pode não haver perda de peso significante, por isso se torna mais difícil de ser diagnosticado.

A indução de vômitos, com frequência, pode gerar uma série de problemas de saúde.

Outra complicação, que encontramos nos dias atuais, é o uso excessivo de anabolizantes, o que também pode gerar diversas complicações de saúde.

Podem gerar complicações, como aumento de pelos no corpo e rosto, acne, engrossamento da voz, impotência sexual, aumento da pressão arterial, maior possibilidade de ataques cardíacos, entre outros.

O exercício físico, quando feito em excesso, também pode gerar complicações de saúde, prejudicar o crescimento e causar lesões musculares.

Sem contar, também o aumento crescente das cirurgias plásticas, realizadas às vezes, 10, 15 vezes pela mesma pessoa. As cirurgias plásticas podem ter um caráter viciante, pois como já citamos anteriormente, o padrão de beleza é irreal, dificilmente alcançável. Então as mulheres podem se tornar "escravas" das cirurgias plásticas, por nunca se sentirem satisfeitas com o corpo ou por ainda não sentirem que alcançaram esse padrão "ideal".

É importante que a sociedade encare com seriedade esses transtornos e complicações são detectados na adolescência. Quando perceberem sintomas de transtorno alimentar, baixa estima, uma preocupação exagerada com relação ao controle de peso, negação a se alimentar, exagero na academia, etc.

A psicoterapia pode auxiliar muito no processo de diminuição nos episódios de compulsão alimentar, produção de vômitos, melhora no humor e diminuição na preocupação exagerada com o peso e o formato corporal. A terapia auxilia a uma maior aceitação de si e de seu corpo e redução da baixa estima. Auxilia também, no estabelecimento de uma dieta mais equilibrada e redução dos exercícios físicos, quando em exagero, para que sejam realizadas em equilíbrio.

O objetivo da psicoterapia, será estabelecer uma imagem corporal que seja real, não distorcida.

É importante nos amarmos como realmente somos, com qualidades e defeitos. Enxergar a beleza única que existe em cada um, a beleza que está no diferente... Diferente principalmente do imposto pela sociedade.

" Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade."  Charles Chaplin

Um abraço,

Natália Marques
Assistente da psicóloga Fernanda Mion
Graduanda em psicologia

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