1 de mar de 2013

Ciúme: Quando ele se torna excessivo?

Fonte da imagem: google
Quem não conhece uma pessoa extremamente ciumenta? Em que o centro dos seus pensamentos é sempre: O que meu namorado (a) está fazendo agora? Será que ele (a) está acompanhado? Será que está me traindo?

Mas como saber se o ciúme está na dose adequada, ou está se tornando excessivo?

O ciúme se torna excessivo, quando sua rotina é alterada por conta dele, quando ele aparece com motivos infundados e absurdos, e quando você , seu parceiro e outras pessoas são prejudicados por conta desse ciúme.

Como por exemplo, fazer a namorada / esposa perder grandes oportunidades de emprego, por sentir ciúme por não conhecer quem trabalha na empresa, se desesperar se o telefone tocar mais de duas vezes antes do parceiro atender e imaginar que, pela demora, ele pode estar lhe traindo. Telefonar a cada cinco minutos para monitorar os passos dela. Abrir correspondências, contas de banco, carteiras, ou até examinar roupas íntimas do parceiro sem o seu consentimento. Perder dias de trabalho ou faculdade para "seguir " seu namorado (a), por não acreditar em onde ele (a), havia dito que iria, ou com quem iria, ou mesmo em situações mais graves contratar um detetive para monitorá-lo (a).

Em um texto sobre o que não é amor de Augusto Schimanski, vemos:
" Se você tem ciúmes, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém do seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor. É FALTA DE AMOR PRÓPRIO. Se você acredita que "ruim com ele (a), pior sem ele (a)", e sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou porque não tem vida própria- existe em função do outro - isso não é amor. É DEPENDÊNCIA. Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente- se dono(a), senhor de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só pra afirmar seu domínio, isso não é amor. É EGOÍSMO."

Um relacionamento saudável, deve ser sustentado por respeito, compreensão, confiança, e principalmente liberdade, ninguém é dono, nem senhor de ninguém!

O amor saudável confia, se sente feliz com as conquistas do outro, faz planos e sonha junto. Não é sustentado por brigas diárias, ou sentimentos de dominação!

A psicoterapia, com técnicas como psicologia afetiva, conjugal, entre outras, pode ajudar e muito, no problema do ciúme excessivo/patológico, auxiliando no processo de melhoria da autoestima, autoconfiança, confiança do outro e no entender e buscar o motivo de tamanha insegurança e incerteza.

" Quando me amei de verdade, comecei a perceber o quanto é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém, apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento, ou que a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é.... Respeito". Charles Chaplin

Vamos nos amar de verdade?

Natália Marques- Assistente da psicóloga Fernanda Mion


2 comentários:

  1. *--------------------* ótimo texto ! Isso ajudará muitas pessoas em seus relacionamentos e até consigo mesmo ! parabéns pelo texto! :)

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    1. Eu tb gostei e fico feliz que vc tenha gostado!

      Orgulho da Natália!

      beijos

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