12 de mar de 2011

Como reconhecer se você precisa de uma reprogramação mental?

Olá caros amigos,

A PNL (Programação Neurolinguística), é uma das técnicas que utilizo no processo terapêutico. Falando resumidamente, esta consiste em reprogramar a mente através da linguagem e da fisiologia.

Quando dizemos à nós mesmos: "Eu não consigo fazer isso"; "Eu não posso comer isso porque passo mal", "Eu não me sinto seguro"; Ativamos o nosso "sistema de crenças", ou seja, em tudo "aquilo" que acreditamos a respeito deste pensamento.

Exemplo: "Eu não consigo aprender". Quando dizemos uma frase como esta, a nossa memória traz a "tona" sensação e sentimentos por traz desta afirmação. É possível que seja lembrado um ou vários momentos no passado onde não conseguimos aprender algo e como aprendemos por repetição, formamos esta referência cerebral. Acreditando que por vezes não conseguimos aprender, tomamos esta crença como verdade para nós, ela vira a nossa realidade e nos impede de tentar outra vez, de nos dar uma nova oportunidade. Afinal, não é porque você não teve o resultado que queria algumas vezes, que este será o resultado de sempre. Parece que se "proteger" é uma tendencia do ser humano , deixando de agir, tentar com "medo" ou pela "ansiedade" de errar/fracassar em uma outra oportunidade.

Normalmente quando acontece utilizamos a "Síndrome dos E se´s": "E se eu fracassar outra vez"; "E se eu não conseguir aprender" "E se der errado"... Daí eu digo: "E se você conseguir?". Há pessoas que me olham com os olhinhos de espanto, afinal, nem contaram com a possibilidade de dar certo e conseguir aprender.

A partir daí é importante reprogramar a mente através da linguagem e da fisiologia, ressignificando suas crenças limitantes e potencializando crenças positivas para que a pessoa possa ouvir em seu diálogo interno, uma frase totalmente diferente para a mesma "coisa", no nosso exemplo: aprender.

Ela poderá dizer assim: "Eu sou capaz de aprender, afinal, tudo o que um homem pode, o outro também pode, é só me esforçar e me dedicar que eu consigo"

Só de falar isso internamente, os sentimentos e a fisiologia mudam. Experimente!

Um abraço

Fernanda Mion

O que acontece na primeira consulta psicológica?

Olá caros amigos,

Resolvi escrever este texto após ter realizado uma consulta inicial de avaliação com uma moça que disse estar muito "nervosa" neste primeiro contato.

Tanto ela quanto outras pessoas já me revelaram que antes de ir ao consultório para uma avaliação psicológica, sentiram-se ansiosas, com dúvidas do tipo:


- Mas o que eu devo falar?
- Por onde eu devo começar?
- O que será que a psicóloga vai pensar de mim?
- Será que ela vai ficar me analisando?
- E se ela contar o que eu disser para alguém?

... entre outras, e muitas vezes sentem reações físicas, como: dores de cabeça e na barriga, suor excessivo, insônia, etc.

Para que estas reações e questionamentos não sejam impedimento para se procurar terapia, segue abaixo alguns esclarecimentos sobre o que acontece nesta primeira consulta.

Nós psicólogos, consideramos as primeiras consultas como um período de avaliação. É quando nos conhecemos pessoalmente, conhecemos as queixas e elaboramos um planejamento para ser seguido ao longo do processo psicoterapêutico.

É claro que a conduta de um profissional varia de acordo com a sua especialidade e método de avaliação, mas na psicologia temos alguns princípios que são iguais ou parecidos em nossa atuação, segue alguma delas:

Sigilo: Quando um psicólogo se forma, fazemos juramentos, um deles é de que tudo aquilo que ouvimos e vemos, ficará em extremo sigilo para proteger o atendido. Afinal, não faria sentido, nós psicólogos revelarmos sobre qualquer fato da vida dos nossos pacientes, se escutar e saber sobre estes fatos faz parte do nosso trabalho.

Escuta terapêutica: Durante nossa vida nós podemos sentir vontade ou até mesmo necessidade de dividir nossas angustias, nossas limitações, nossas crenças ou até mesmo potencializar recursos, como coragem, segurança e determinação, por exemplo. Normalmente conversamos com pessoas mais próximas parentes e amigos, em busca de conselhos e apoio, o que é muito bom. A diferença de conversar com um profissional de psicologia é que não damos conselhos, escutamos, mantemos sigilo e ajudamos nossos pacientes através de técnicas terapêuticas a buscarem seus "recursos" e ainda "potencializá-los" para a resolução da sua queixa.


Proporcionar conforto: Faz parte da nossa prática respeitar o "tempo" do nosso paciente e proporcionar a ele um ambiente acolhedor para que ele se sinta a vontade em expor sobre os motivos que lhe trazem ao consultório. Normalmente a conversa é agradável porque a pessoa percebe ao conversar com um psicólogo que não há julgamento e críticas e que desde do início há um puro respeito pela sua história e por seu modelo de mundo. Tudo o que nós psicólogos queremos, é que você se sinta à vontade e que seja estabelecida uma relação de extrema confiança e harmonia para facilitar a conquista dos resultados esperados.

Então, o que eu sempre digo é: RELAXE!

Vá mesmo que estas perguntas existam. Vá relaxado, aberto, permitindo-se mudar o que tem que ser mudado, com disposição para colocar tudo o que é trabalhado na psicoterapia em prática durante o dia-a-dia. Este é o segredo para dar certo!

O que me deixa feliz é perceber que mesmo a pessoa chegando mais tensa, ansiosa... ela saí da consulta muito melhor do que veio. Normalmente é o que acontece!

Não deixe para depois, faça psicoterapia. Nós psicólogos estamos aqui para ajudá-los.


Neste vídeo eu também conto o que acontece na primeira consulta psicológica. Para assistir, clique aqui: 




O que acontece na primeira consulta psicológica | Vídeo com a psicóloga Fernanda Mion

Olá, tudo bem? Neste vídeo eu conto para vocês o que acontece na primeira consulta psicológica. Sei que ir a uma consulta pode ser motiv...

Postagens mais visitadas